Sem categoria

Um pouco sobre música pop e Billboard

Posted in Sem categoria on janeiro 2nd, 2014 by Cassio dos Santos Sousa – 2 Comments

Conheci a Billboard em 2011, num tempo ocioso no meio das minhas provas. Não a conheci pelo site ou revista, mas sim por um vídeo.

Ouço e curto música pop desde que me vi gostando de algum estilo de música. Isso retorna a, mais ou menos, 2006, quando baixei “Put Your Records On” da Corine Bailey Rae (mais porque eu tinha gostado da sonoridade, mas enfim). Ter conhecido a Billboard um pouco mais de perto chacoalhou muito do que eu conhecia sobre música, e me fez perceber que os meus (pres)sentimentos para com certas músicas tinham justificativas reais.

O vídeo que vi se tratava de um “Top 50 Singles” (50 dos 100 hits da semana, o chamado “Hot 100”) da BillboardGoddess de 2011. Sendo no meio do ano, conheci músicas como “Party Rock Anthem” (LMFAO), “Give Me Everything (Tonight)” (Pitbull), “On The Floor” (Jennifer Lopez), “Born This Way” (Lady Gaga) e até a música (e a artista) do ano: “Rolling in the Deep” (Adele). Eu já tinha me afastado bizarramente do mundo da música, pois acompanhava muita coisa pela MixTv/MTV e por rádio, duas coisas que já não tinha lá no ITA. E eu comecei a gostar daquilo. E gastei ao menos mais umas duas ou três horas só naquilo.

Nisso, comecei a fuçar singles e Hot 100 de diversos anos, primeiro nos vídeos do YouTube/da BilboardGoddess, depois nos arquivos da própria Billboard.com, e finalmente nos Hot 100 de outros países. E comecei a acompanhar muita coisa (cheguei a acompanhar os Top 50 semanais de cinco ou seis países de uma vez – hoje só acompanho Canadá, EUA, UK e os top singles ao redor do mundo). Tenho noção de muita música que está aparecendo e acontecendo (e talvez até por que você deve estar odiando/adorando elas).

Lembro de quando tive uma primeira música “favorita”, de certa forma. Era “Umbrella”, da Rihanna junto com Jay-Z, uma música que reconhecia como sendo verdadeiramente muito boa. Sabia que não era o primeiro grande hit dos dois (Jay-Z já tinha cantado com Beyoncé em músicas como “Crazy In Love” e “Déjà Vu”, e a Rihanna já botava todo mundo pra dançar com “Pon de Replay” e emocionava com “Unfaithful”), mas foi uma música que torcia muito para que fosse número 1 em todos os lugares e premiações.

E foi, ou pelo menos quase. Havia uma outra música bem peculiar naquele ano, cantada pela Beyoncé: “Irreplaceble”. Aquela música tinha me irritado os ouvidos de tanto que eu a ouvia o ano inteiro. E foi basicamente isso que vi no Year-End (uma lista com as 100 melhores músicas de um ano) de 2007 alguns anos depois: “Irreplaceble” ficou em 1º lugar com dez semanas em nº 1 nos EUA, e “Umbrella” ficou em 2º lugar, com sete semanas em nº 1.

Voltando para 2011, vi (e ouvi) a Adele se garantindo em 2011 e 2012 (vendo – e ouvindo – também “Someone Like You” e “Set Fire to the Rain” no topo do Hot 100). E logo vi os hits de 2012 bem apropriados (muitas das músicas realmente chatas de sair da sua cabeça), como: “Call Me Maybe” (Carly Rae Jepsen), “We Are Young”, “Some Nights” (fun.), “Lights” (Ellie Goulding), “We Found Love” (Rihanna), “Gangnam Style” (PSY) e “Somebody That I Used to Know” (Gotye), a música do ano da Billboard.

Só não gostei tanto de 2012 porque, no Canadá, “Call Me Maybe” fez muito mais sucesso e ficou por muito mais tempo no ar com o bônus de a Carly ainda ser canadense, e ela foi nº 2 no Year-End de lá (e dos EUA). Mas gostei dos resultados, e não me espantei muito com o que vi.

2013 foi um ano que fiquei ligado 100% na Billboard e também em premiações como o Grammy e do VMA (vendo a nossa rainha do twerking, Miley Cyrus, descendo o corpo – e o nível – junto com o Robin Thicke). Vi o retorno de Justin Timberlake (de quem era meio fã em 2007 até ele desaparecer) e hits como “Suit & Tie” e “Mirrors”, vi a Miley dominar a Billboard – e o mundo – com sua “Wrecking Ball” (gosto da música, não gostei do clipe), vi PSY tentar um novo hit viral com “Gentleman” mas sendo ultrapassado rapidamente por “Harlem Shake” (Baauer) e “The Fox” (Ylvis). Achei insuportável ver “Blurred Lines” em nº 1, mas adorei ver “Radioactive” (Imagine Dragons) ficando o ano inteiro no Hot 100 e Macklemore & Ryan Lewis humilharem muito com “Same Love”, “Can’t Hold Us” e “Thrift Shop”, o nº 1 do Year-End deste ano nos EUA (no Canadá, foi “Blurred Lines”). Sabiam também que a Lorde, a revelação do ano, fez seu clipe “Royals” com apenas 16 anos?

2014 é um ano que começa com Eminem e seu retorno ao topo com “Monster” (com parceria da Rihanna, repetindo o feito de “Love the Way You Lie” em 2010) e com “Timber”, do Pitbull (a qual muitos só acabam ouvindo por conta do refrão da Ke$ha, lembrando muito “Give Me Everything” em 2011), no topo.

Eu poderia falar por muito tempo sobre todos os números e histórias que acompanhei pelo Hot 100 da Billboard (como o conflito entre Lady Gaga – com “Applause” – e Katy Perry – com “Roar” – no meio do ano, ou a Beyoncé lançar um CD do nada no fim de 2013). Mas isso demoraria muito para mostrar minhas descobertas.

Se você chegou até aqui, uma ótima música para começar o ano é “This is The New Year” do grupo A Great Big World. Reclamem depois o quanto quiser, mas gosto da versão feita pelo pessoal do Glee:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=fZf-SDxwA20&w=500]

No entanto, esta não é uma música atual. Fica então uma segunda sugestão, um pouco mais triste e emocional, também cantada por este grupo (e pela linda da Christina Aguilera): “Say Something”.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=-2U0Ivkn2Ds&w=500]

Se acharam bom este post, mandem suas sugestões e opiniões. Adoro acompanhar este mundo, e adoraria escrever mais para vocês. Stay tuned!

Retrospectiva 2013 e 1 ano de blog

Posted in Sem categoria on dezembro 31st, 2013 by Cassio dos Santos Sousa – 1 Comment

Sim. Há cerca de 365 dias, escrevia o primeiro post de um blog estranho. Ele tinha uma premissa estranha em relação à maioria de seus semelhantes aqui no OC, pois eu já deixei de ser “olímpico”, ao menos no sentido competitivo da palavra. No entanto, por sugestão do pessoal do OC (meus amigos próximos), decidi escrever um pouco. Algo com um pouco mais de conteúdo, um pouco mais de histórias, um pouco mais de inspiração aos que chegam no OC e descobrem os blogs. Ah, os blogs.

De lá para cá, escrevi mais de 50 posts, tive mais de 11 mil acessos e algumas repercussões bem interessantes.

Postei sobre o COB, e tive uma das repercussões mais interessantes para um início de blog (seguidos – não diretamente ligados, infelizmente – por uma notícia de página inteira na Folha e no G1). A carta do pessoal da SBQ foi melhor.

Postei dicas sobre o Laboratório Estudar, e a repercussão foi um sucesso (pessoas utilizaram as dicas em suas inscrições – e passaram o/ – e os dois posts de dicas são os links imediatamente subsequentes ao site do Laboratório no Google).

Escrevi um post super inocente sobre Sudoku (meu jogo viciante no 1º semestre), e ele traz visitantes ao blog até hoje (é o post com maior número de acessos deste ano, segundo o WordPress). Se alguma coisa acabar me viciando (e eu me sentir experiente o bastante para comentar sobre ela), eu faço outro destes posts “especiais”.

A coisa mais legal, seguramente: “Um pouco do passado”. Os posts mais longos e interessantes que já escrevi, mas agora em nome do meu passado olímpico. Eles são os que possuem as melhores repercussões, pois são simples, são próprios, são de memória, e são devidamente únicos. E algo que talvez faça mais falta no site, onde, até pouco tempo, poucas histórias poderiam ser contadas, pois as olimpíadas (e suas histórias) estavam no presente dos alunos blogueiros. Faltam as minhas olimpíadas internacionais, mas preciso de mais um tempo antes de escrever sobre elas.

Enfim, o blog teve ótimas repercussões para o que aparentava ser um “hobby” num período de folga. E este foi um ano em que tive poucos destes momentos de folga (muitos dos posts ainda datam dos primeiros meses, quando me prometi escrever um post para cada dois dias). Muita coisa aconteceu. Muita coisa teve de acontecer. E eu acho que gostei. Vamos lá.

Conheci o Brilliant, e consegui juntar pontos para conseguir uma camiseta (a entrega demorou, então achei que ela não viria, e pedi outra. Chegaram duas para mim). Conheci o WebAnswers, e descobri um pouco mais sobre como funciona o Adsense.

Completei dois cursos do Coursera com distinção. Um foi fácil, tenho de admitir. O outro foi bom o bastante para eu chegar na prova final e tirar 95/100 em tempo recorde (nem parei para revisar minhas contas). Talvez eu faça mais um ou dois nestas férias, mas será difícil eu completar um curso mais profundo mais para frente.

Escrevi dois artigos para o Prime Saber, em nome de contatos incríveis que fiz no Laboratório Estudar no fim de 2012. Acabei também sendo entrevistado (e fotografado) para o Jornal Metro num post sobre “nerds”. Acho que as pessoas mais felizes que leram estes jornais foram meus pais, que pegaram os jornais e mostraram para todo mundo com o maior orgulho (e guardam estas lembranças com o maior carinho).

Acabei minha iniciação, e tive minha pesquisa aceita em duas conferências, indo participar de uma delas. Foi interessante para conhecer este meio, mas admito ter achado as coisas meio iguais e conservadoras. Ainda faltam algumas coisas para um artigo (ou mais) que ainda deve demorar bastante para sair, mas ele vai sair (prometo), e divulgará estes achados para a comunidade científica na posterioridade (descobri coisas muito interessantes, that’s for sure).

Entrei e saí da ITA Júnior este ano. Vivi coisas muito interessantes (algumas aplicáveis no OC) como membro do Marketing, e foi legal entrar numa iniciativa desse nível lá no ITA.

Sobrevivi ao semestre mais estressante do ITA até agora. Acho que sem baixas. Minhas médias caíram um pouco este ano, mas sinto que este é um pouco do choque do curso profissional, algo diferente dos outros dois anos, mais próximos do que vivia nas olimpíadas.

Fui ao Prêmio Jovens Inspiradores deste ano. Vi algumas pessoas, fiz alguns contatos e vivi, na semana mais cheia de provas e estresse da minha vida, uma felicidade que nunca vivi antes, ou que, ao menos, fazia tempo que não aparecia.

O Ivan deixou o posto de “líder” (ao menos moral) do OC, e acabei decidindo ficar em seu lugar. O site diminuiu um pouco de ritmo, mas ainda cresce e não deixa de me (nos) surpreender. Não quero mais prometer: 2014 será um ano cheio de transformações ao OC, e, se as coisas ainda não apareceram, é porque queremos que vocês gostem de tudo isso pra caramba quando sair.

Comecei um programa de coaching, e falei sobre diversas coisas com a minha coach, Danilca. Consegui associar muitas das minhas ações com minha personalidade, e discuti todo tipo de coisa com ela. Foi daora, e ainda quero conversar bastante sobre 2014.

Inscrevi-me para o Ciência sem Fronteiras, e posso ir aos Estados Unidos no meio do ano que vem.

No entanto, 2014 parece ser um ano tão foda, que eu ainda não consigo dizer sim à viagem.

Acho que é só. 2013 foi um ano cheio de, principalmente, aprendizados. E erros, e tentativas, e planos, e posts. Sinto que ele precisou vir para que eu crescesse, amadurecesse e visse um mundo repleto de oportunidades.

Feliz aniversário a este blog, e que venha 2014!

Um tributo

Posted in Sem categoria on dezembro 21st, 2013 by Cassio dos Santos Sousa – Be the first to comment

Este post é um tributo aos posts que ficaram guardados nos rascunhos ou no meu lixo, mas que nunca vieram ao ar (talvez com algum motivo). Espero que gostem deles (ou entendam por que não foram postados):

26/01 – Para quem recorrer

Este era um post que eu queria escrever em nome de situações nas quais as pessoas que te cercam são incapazes de te ajudar. Acho que o intuito dele era o de ser mais um desabafo, mas servia também para quando você estivesse se atolando e não soubesse para quem pedir ajuda (até hoje não me lembro para quem).

28/02 – Sem título

Início de aulas, algumas coisas interessantes acontecendo comigo (como a ITA Júnior e a RedeCASD), mas nada de mais. Era só update/desabafo mesmo, não valia muito fazer (ou fiz, mas quando estava mais tranquilo).

07/04 – Abraçando o mundo

Já estava num momento do meu semestre em que estava fazendo coisas demais para o quanto conseguia aguentar. O primeiro semestre de 2013 teve as notas mais baixas, e percebi que, para resistir ao segundo (que acabou se tornando algo um pouco pior), precisaria largar mão de algumas coisas (no fim deste segundo semestre, percebi que teria melhores resultados largando mão de mais coisas). O post era para ser um desabafo gigantesco sobre isso, mas decidi não postar porque ele parecia mais um choro desesperado para sair.

21/06 – Sem título

Desabafo no meio do semestre. Achei que estava tranquilo para mexer no blog. Não.

11/07 – Férias…

O que fazer quando seu semestre parece não acabar (e queima os primeiros dias de “férias” que você deveria ter)? Você escreve um post (mais não posta).

22/08 – Previsões para o OC

O intuito era o de ser um post prevendo as próximas features do OC. No entanto, decidi não fazê-lo naquela época por não estar seguro (e ainda não farei um agora, pois as ideias ainda estão fervilhando na cabeça da equipe. Esperem mais um pouco).

26/08 – Semestre de revisões…

Dos rascunhos que fiz, este ficou mais vazio. Ele pretendia dizer que este segundo semestre de 2013 deveria servir como uma redenção do anterior, e que coisas interessantes só aconteceriam nele se eu cuidasse de mim e cuidasse para que os erros do primeiro semestre não acontecessem.

21/12 – 1 ano de blog e Retrospectiva 2013

Esperem mais um pouco. Falta uma coisa só acontecer, e daí poderei entregar este post.

Laboratório Estudar 2014 e WebAnswers

Posted in Sem categoria on dezembro 21st, 2013 by Cassio dos Santos Sousa – Be the first to comment

Duas últimas informações para vocês.

Já (já!?) estão abertas as pré-inscrições para o Laboratório Estudar 2014! Isto vale não só como uma garantia de alerta para quando estiverem abertas as inscrições, mas também serve para que o pessoal da Fundação Estudar (FE) tenha noção de quais capitais estão fervilhando para terem edições no ano que vem. Desta vez, haverá Laboratórios desde o primeiro semestre, então, para quem só esperava que eles acontecessem no segundo semestre, não há mais desculpa (quem sabe eles também não fazem edições de férias de inverno? Só vocês se manifestarem).

Última descoberta do ano: WebAnswers. Este é um site com formato semelhante ao Yahoo! Respostas, mas com um detalhe a mais: a partir de um determinado número de perguntas feitas ou respondidas, eles te repassam uma parcela do lucro que eles ganham via Adsense nas suas respostas (e para quem acha isso ilegal, isso está autorizado pela própria Google)! Achei esse motivacional genial, tanto até para que as pessoas respondam (e perguntem) coisas com mais qualidade e com movitacionai$ a mai$, é claro.

Espero que gostem destas minhas descobertas!

Novembro… já?

Posted in Sem categoria on novembro 5th, 2013 by Cassio dos Santos Sousa – Be the first to comment

Esse ano está passando muito rápido. Isso não diminui o número de cobranças nem facilita as tarefas, pelo contrário: esse sentimento que chega próximo do fim do ano pode significar que todas as tarefas foram adiadas para agora (pouco trabalho = tempo passa rápido). E já é novembro.

Primeiro, o meu salto (veja o post anterior para mais detalhes). Consegui terminar o artigo, mas ele ainda precisa ser revisado um pouco mais (como um amigo sugeriu, a parte explicativa sobre a órbita estar contida num plano está muito cheia de palavras, com pouca dedução matemática). Mas fiquei feliz que o artigo saiu. Mais de 20 páginas sobre um único tema significa que o tema, por mais simples (sim, simples) que tenha sido a abordagem, é amplo e cheio de outros temas a serem vistos (o PDF que eu escrevi aborda uma parte ínfima do tema).

O artigo já está no meu portfólio, e vocês já podem vê-lo. Ele deve sofrer algumas alterações (ou acréscimos) em algum momento (mas se for o caso, aviso pelo blog mesmo). Mandem suas críticas e sugestões nos comentários, para saber como lidar com algum artigo que também escreva no futuro.

O salto foi 100% concluído? Não. Mas ele já significa um passo gigantesco. Queria ter acabado de escrever os primeiros artigos sobre as minhas antigas aulas para a IPhO (com professores sensacionais) desde 2011, para que mais pessoas possam ter acesso a um material teórico mais profundo sobre a Física cobrada pela IPhO (ou, ao menos, ter as aulas documentadas, para que as próximas gerações tenham um ponto de partida).

O que esperar de novembro? Quais os próximos saltos? Isso é algo difícil de responder. Estou trabalhando na escrita de um artigo científico antes do fim do ano, mas nada ainda é seguro. Fiquem atentos aos próximos capítulos.

Como funcionam os saltos (Laboratório Estudar)

Posted in Sem categoria on outubro 11th, 2013 by Cassio dos Santos Sousa – 4 Comments

Em nome do meu primeiro post sobre o meu Laboratório Estudar e do meu segundo post sobre como se inscrever, tive vários retornos e mensagens de agradecimento. Fico feliz que este post esteja repercutindo bastante, e fico ainda mais satisfeito por todas as mensagens de agradecimento que já foram enviadas (respondo-as pessoalmente e com todo o carinho).

Quero mesmo que estes posts sirvam de inspiração para muito mais inscrições, saltos e experiências inesquecíveis nas próximas edições do Laboratório Estudar (e também dos LabX, as “edições de bolso” organizadas por ex-participantes do Laboratório Estudar – alguns deles amigos muito queridos e motivados que fiz no meu Laboratório – em cidades que não foram visitadas pela FE).

No entanto, um pedido meio recorrente foi que eu dissesse como funcionam os “saltos” do Laboratório. Nos meus posts, eu chego a falar tanto (e tão bem) deles que devo ter passado meio rápido por eles. Talvez seja porque a potencialidade dos saltos acontece mesmo quando se está no Laboratório – e eu prefira que você se inscreva da melhor maneira possível para aproveitar tudo de uma vez – mas isso talvez seja egoísmo, pois não há segredos nos saltos. E a “receita” deles é razoavelmente simples.

Saltos são desafios que você tem de desenvolver entre os (dois) módulos (fins de semana) do Laboratório, com duração de quatro semanas. Todos precisam propor um salto individual e um salto em grupo (de 6 a 8 pessoas). No Laboratório, os grupos que conseguem realizar todos os saltos (os individuais e os do grupo) têm suas inciativas divulgadas na rede da Fundação Estudar e recebem um convite para conversar com um convidado ilustre (é daora, confiem em mim).

Mas o que tem de tão especial neste salto? Na minha opinião, há duas coisas que potencializam eles.

Um deles é o prazo limitado acompanhado de um prêmio valioso. Se há prazo, você sempre vai se preocupando mais conforme o tempo passa. Se há prêmio, os mais competitivos certamente serão desafiados. Isto é próprio do Laboratório, e você só percebe isso quando está participando de um, mas depois mostrarei uma forma de trazê-lo para uma realidade fora do Laboratório.

O segundo e mais importante (por não depender do Laboratório) é o nível do desafio. Como disseram para mim, é necessário dar “um passo maior do que a perna”. O salto deve ser escolhido, preferencialmente, dentre uma das tarefas que você sempre quis fazer, mas que você nunca conseguiu concluir, ou que tiraria você da sua zona de conforto.

Exemplos: um salto individual muito legal no meu Laboratório foi o envio de presentes a crianças carentes que mandam cartas aos Correios para o Papai Noel na época do Natal. O meu salto em grupo envolveu a criação de uma iniciativa que motiva o empreendedorismo em Escolas Públicas do Ensino Médio em Poços de Caldas, tentando passar uma mensagem que “queríamos ter ouvido” nesta época escolar, um dos que mais repercutiram no segundo módulo (com a criação de camisetas e tudo mais).

O tempo do Laboratório pede que os seus saltos consigam ser concluídos dentro das quatro semanas. No entanto, não há mais segredos a partir daqui: não pode acochambrar, não pode ter (muito) medo, não pode ter preguiça.

Outra pergunta que recebo bastante: “Mas será que eu consigo realizar estes saltos mesmo?”

O que eu respondo: consegue sim. Você vai precisar se organizar (para levar a faculdade junto, por exemplo), vai precisar ajustar um pouco suas prioridades (principalmente perto do deadline, as coisas irão apertar) e vai precisar suar a camisa. E muito. E precisará de bastante empenho também. Mas é possível concluir os saltos.

Se estiver para acabar a faculdade, sua cabeça será so TG/TCC (você quer se livrar logo dela). Vi muitos saltos relacionados a apresentações, conclusões ou impulsos muito fortes a estes trabalhos, com alguns temas realmente desafiadores, como mudanças do método de ensino na Engenharia e a apresentação do Estudo do Caos aplicado ao Empreendedorismo. Muitos destes saltos foram concluídos sim, e os que não conseguiram chegaram bem perto.

Mais ainda: se não quiser (ou não tiver como) participar do Laboratório, proponha-se um salto. Dê a si mesmo um tempo pequeno (algumas semanas ou pouco mais de um mês) para conclui-lo, mas dê um prazo para acabá-lo, e dê um passo maior que a perna mesmo. Eu decidi terminar um artigo razoavelmente grande sobre Gravitação daqui até o feriado de 2 de novembro, e você? Mande aqui nos comentários.

Se decidir fazer um salto por conta própria, proponha-se um prêmio à altura. Para mim, será tirar o dia seguinte para descansar.

Sobre os saltos, é resumidamente isso. Se você se interessou pelo Laboratório e, por meio dele, chegou até este post, inscreva-se logo. Se você não pretende participar do Laboratório, comento aqui sobre uma forma eficaz de sair de sua zona de conforto.

Outra pergunta (esta para quem está ou pretende estar no Laboratório): qual seria outro post interessante sobre o Laboratório?

Quantas pessoas ganham com um prêmio Nobel?

Posted in Sem categoria on outubro 6th, 2013 by Cassio dos Santos Sousa – Be the first to comment

Medalha do Prêmio Nobel

Nos dias seguintes, serão entregues, nesta ordem, o Prêmio Nobel da Física, da Química, da Paz, da Economia e da Literatura. Não entro no mérito de julgar o nível da pesquisa, do trabalho ou do ativismo social das pessoas nominadas ou laureadas, pois só você já ser cogitado a ganhar um destes prêmios já faz do trabalho de sua vida algo muito mais relevante.

No entanto, comecei a pensar o que aconteceria se um brasileiro ganhasse um Prêmio Nobel. Mais ainda, comecei a pensar em quantas pessoas, diretamente ou não, são afetadas por um prêmio destes, isto é, quantas pessoas (contando com o laureado) “ganham” com um prêmio Nobel vindo para o Brasil?

Pense, por exemplo, no brasileiro mais aclamado para um Prêmio Nobel hoje, Miguel Nicolelis. Se ele ganhasse um Prêmio Nobel amanhã, quantas pessoas se beneficiariam dele?

Pensemos, inicialmente, na trajetória dele. Ele estudou num colégio particular, foi para a USP fazer Medicina, e lá fez sua graduação, mestrado e doutorado. De lá, ele acabou indo pesquisar fora do país, e hoje lidera o time de pesquisa de Neurociência na Universidade Duke. No entanto, ele já fundou um Instituto de Neurociência em Natal-RN, e tem toda uma história sobre a Copa do Mundo de 2014.

Se ele ganhar, o país ganha, e pode “se gabar” com os demais a respeito disso. O governo ganha moral com a pesquisa dele? Bem pouco, pois o que ele produz já não está no Brasil há algum tempo. No entanto, isso trará uma pressão muito sobre o governo para investir nas carreiras científicas, pois o único pesquisador brasileiro com um Nobel não pesquisa aqui. Duke, no entanto, ganhará muito mais respeito com um pesquisador laureado liderando as pesquisas da área.

Todos os lugares onde ele estudou ganham, e também podem “se gabar” bastante com isso, pois será uma competição sem adversários. O colégio, sendo particular, explodirá de pessoas se inscrevendo para estudar lá, desde o maternal até o cursinho pré-vestibular. A USP, considerada a maior universidade do país por vários rankings, certamente se aproveitará bastante disso no próximo vestibular, e muito provavelmente terá insumos para investir na área de pesquisa do Nicolelis, também, se já não está fazendo.

Tabloides e revistas científicas (ou nem tanto) investirão pesado em notícias sobre ele. Farão matérias de revista inteira, falarão sobre o futuro da Neurociência no país, falarão sobre a Copa do Mundo, falarão de tudo que ele já falou e caçarão tudo que puderem sobre a vida dele. Por pelo menos uns dois meses, você verá Jornal Nacional, Fantástico, Globo Repórter, G1, Terra e todo tipo de divulgação fazendo (ou copiando) uma matéria sobre ele. Ele será levado ao status de celebridade da noite para o dia, mas isso não é necessariamente vantajoso. Comecei a ver no Marcos Pontes (iteano, por sinal), por exemplo, que ter sido Astronauta foi uma barra muito alta que ele ultrapassou, e tudo que ele fez a partir do seu retorno foi menos, talvez até ignorado pelo resto do Brasil e do mundo.

O resto da sociedade científica brasileira só ganhará se este Nobel fizer a pressão positiva na Ciência, desmotivada há anos. Um pesquisador na Medicina ganhará muita moral, mas e as outras áreas de pesquisa? É bem possível que haja um boom de inscritos em áreas Biológicas, mas e Física e Química, que nunca tiveram um Nobel, receberão mais inscritos? Quando prestei vestibular para Física na FUVEST, a nota de corte do curso estava entre as mais baixas.

Penso também na Olimpíada de Neurociências, a Brain Bee (já tenho dados e alguns insumos para escrever sobre ela, mas falta ainda um pouco de tempo). Se ela se aproveitar da situação junto aos tabloides, ela irá ganhar um número recorde de inscritos (duvido que ela ganhe da OBMEP e seus mais de 20 milhões de inscritos todo ano, mas pode se aproveitar dos olímpicos da OBB e da OBQ), podendo até ter a presença da Presidente em sua abertura/premiação, assim como acontece com a Olimpíada do Conhecimento/OBMEP. Mas será que ela terá mais moral (não mais inscritos, mais moral) que as olimpíadas tradicionais? A área certamente terá um boom de pesquisadores em feiras de Ciências como a FEBRACE, mas será que ela leva os olímpicos para ela também? Será que um olímpico de uma área próxima irá mesmo ganhar indo para a Brain Bee?

Enfim, estes são os questionamentos que, em algum momento, aparecerão pouco tempo depois do anúncio do prêmio. Muitos desafios serão levados ao governo (se o laureado não pesquisa aqui, a pesquisa aqui não anda tão bem. Será que agora é hora de investir na Ciência, e trazer outro Nobel – e sua pesquisa – para cá?), muitos pesquisadores verão uma nova barra surgindo (tudo bem se sua pesquisa ganhar um prêmio Nobel, mas será que você consegue superar o primeiro deles?), muitas universidades verão uma barra semelhante surgindo para elas (será que a pesquisa daqui tem moral para trazer um prêmio Nobel? Será que o maior número de inscritos no meu vestibular, que agora buscam ser cientistas, será bem recebido e terá suas necessidades supridas?), e muita coisa nova – boa ou ruim – acontecerá.

Se não for neste ano, ainda aposto num futuro não muito distante no qual um brasileiro ganhará um Nobel. Muita gente poderá ver vantajem nisso, mas este prêmio trará muita pressão. Será na forma como esta pressão for guiada em termos de desenvolvimento que você de fato verá que o país todo ganhou com isso ou não. A carreira de cientista está bem defasada no país, e as fugas de cérebros para universidades em países que consigam apostar mais alto já não é mais alerta, é sintoma.

Notícia no Estudar Fora

Posted in Sem categoria on julho 13th, 2013 by Cassio dos Santos Sousa – 2 Comments

Conversando com o pessoal da Fundação Estudar em nome do OC, acabou-se chegando a uma proposta de post no Estudar Fora, portal da FE recentemente aberto, com o intuito de ajudar brasileiros a serem aprovados em universidades no exterior. Acho a iniciativa muito boa, mas há uma linha muito tênue entre olimpíadas e applications, e você não pode atravessá-la da forma como este post (que ficou bom até, mas que faltou uma ou outra coisinha) acabou, direta ou indiretamente (ao menos para mim), fazendo.

Fomos entrevistados, a Bárbara e eu, para compor a notícia que destaquei há pouco. Já prevíamos que a linha fosse atravessada, e fizemos, por segurança (e sem conversarmos um com o outro), o envio de mil ressalvas para cada trecho que escrevíamos de motivação. Até postaria a notícia no meu Facebook e ressaltaria para todos curtirem e compartilharem, mas achei muitos daqueles trechos mal direcionados ao outro lado da linha, então me reservei, na expectativa de que o texto fosse corrigido um pouco mais (para constar, eles corrigiram algumas partes sim – ele ainda continua como um ótimo início para quem precisa ser motivado).

A linha é: “Não iguale participação em olimpíadas a aprovações no exterior”. Se você vier até mim igualando os mundos, você fatiou a linha, e eu não terei coragem de continuar a conversa. Você ultrapassa a linha quando compara os dois mundos desta forma, e você contraria todo o espírito olímpico quando pensa apenas no segundo.

Não estou dizendo que as olimpíadas não são bons exemplos de destaque para mostrar numa application, pois elas são, principalmente quando o Brasil ainda possui um mundo pequeno de desafios intelectuais de mesmo nível que o olímpico. Ainda digo que quem for capaz de mudar este cenário, tanto em termos de Ensino Médio quanto em termos de Universidade (a massa pensante aumenta muito após o vestibular, pois a pessoa começa a fazer aquilo que gosta), terá um poder muito grande em mãos.

Se participar apenas pela aprovação na Universidade, irá buscar apenas o caminho mais fácil. Mas, em se tratando de olimpíadas, não há caminho fácil. Você precisa estar 100% na prova, dando o melhor de si, mostrando o resultado de todo seu treinamento em apenas algumas horas de prova (ou, no caso do IYPT, de um Fight). Para uma competição internacional, você precisa provar que é o melhor não só perante o seu país, mas perante vários outros países, competindo com gente que vive nesse meio há muito tempo, e não irá facilitar para você.

Se decidir ser olímpico ao nível de vários dos meus amigos que foram aprovados, terá de suar a camisa tanto quanto eles, ou muito mais, para ter uma chance. Se achar que dará muito trabalho, procure outra coisa em que possa realmente se destacar. Se decidir seguir neste caminho mesmo assim, faça com que cada segundo do seu esforço valha a pena. Isso pode demorar anos (há quem demore o Ensino Médio inteiro sem chegar a uma olimpíada internacional) e horas a fio estudando.

Mas será só assim, indo ao seu limite ou mesmo além dele, que você saberá que está no caminho certo.

Sudoku

Posted in Sem categoria on junho 28th, 2013 by Cassio dos Santos Sousa – Be the first to comment

Um dos meus vícios atuais no meu tempo livre é o Sudoku. De modo resumido, você tem de preencher 81 quadradinhos com os números de 1 a 9, de tal forma que, para cada linha, coluna ou quadrado 3×3 denotado, cada um dos nove números apareça uma única vez. Como há várias formas diferentes (de acordo com o Wikipédia, mais de 10^20) de se preencher os 81 quadradinhos, ele já começa com alguns números preenchidos para você, de tal forma que haja apenas uma solução capaz de cobrir o tabuleiro seguindo as regras.

Sudoku não preenchido

O jogo é interessante pela proposta aparentemente simples que ele apresenta, mas a lógica necessária para o preenchimento de todos os quadradinhos brancos não é tão imediata. Ainda não cheguei ao ponto de resolver um Sudoku pensando relativamente pouco e preenchendo muito (jogo somente na modalidade mais difícil há bastante tempo, e ainda demoro mais de meia hora em alguns deles).

No entanto, se você partir do fato que o Sudoku possui apenas uma solução, é possível até programar o jogo em nome de uma solução. Pretendo, em algum momento, fazer este programa (a lógica não parece tão difícil, só o meu cérebro que demora para processar mesmo), mas há vários truques (por falta de criatividade, serão chamados de “truques” genericamente mesmo) que ajudam a resolver um Sudoku tanto computacionalmente quanto no papel:

O truque dos 20

Todo quadrado tem como limitante os oito quadrados que estão na mesma linha, coluna ou quadrado 3×3 (num total de 20 quadrados), e a limitação presente é justamente a regra principal do jogo: não pode haver repetição dos 9 dígitos. Esta regra é boa para preencher números no tabuleiro, e deixa claro que o número colocado está correto.

Sudoku - truque dos 20

Derivações mais simples dele considerariam apenas duas das três formas presentes (apenas o quadrado 3×3 e a linha/coluna, ou apenas a linha e a coluna), ou talvez apenas uma, mas costuma ser mais simples ter noção dos 20 quadrados limitantes, ao menos para o sudoku preenchido no papel. Se tiver mais sugestões, mande-a como comentário, mas eu costumo usar estas aqui, e costuma não trazer erros.

O truque da eliminação

Ele não envolve diretamente a regra principal do jogo, mas sim a sua estrutura espacial, e funciona de um modo inverso ao truque anterior. Quando um número está corretamente colocado no tabuleiro, ele elimina a possibilidade de se preencher o mesmo número em 20 outras casas. Isso é muito bom para eliminar números possíveis num quadradinho branco.

Sudoku - truque da eliminação

Deste segundo truque, vem algumas derivações do mesmo, que podem ser mais úteis do que sua aplicação literal.

O truque do cruzamento (para quadrados 3×3)

Este truque é particularmente útil para marcar possíveis números em quadradinhos brancos (possibilidade de aplicativos de Sudoku em geral, ou quando se está preenchendo o tabuleiro a lápis). Você, basicamente, restringe-se a um quadrado 3×3 no qual um determinado número ainda não foi encontrado. A partir daí, você vasculha as três linhas e três colunas que contêm o quadrado 3×3. Se qualquer um destes seis trechos possuir o número de interesse, você elimina a possibilidade de o mesmo estar presente na intersecção do trecho com o quadrado.

Sudoku - truque do cruzamento

Truque bastante útil quando parece haver muitos números iguais espalhados no tabuleiro.

O truque da eliminação rápida (para uma linha ou coluna)

Considere os três quadrados 3×3 que contêm uma linha/coluna de interesse. O truque consiste em eliminar a possibilidade de se preencher um número nesta linha/coluna quando ele está presente em algum dos três quadrados. Isso pode ser muito útil quando você está ainda “vasculhando” alguma região, pois a presença de um determinado número neste formato elimina três quadrados da sua linha/coluna. Este seria um dos truques mais úteis na minha opinião, e pode agilizar o preenchimento quando há poucos números restantes numa linha/coluna, ou quando há muitos dígitos iguais próximos à linha/coluna, mas não nela.

Sudoku - truque da eliminação rápida

O caso extremo deste truque recai no truque do cruzamento.

O truque do número duplo (quando se pode “rascunhar” um quadradinho)

Para que ele funcione, você precisa ser capaz de “rascunhar” um quadrado (por lápis ou por aplicativo). Truque muito útil por delimitar preenchimentos, consiste em denotar as possibilidades de se preencher todos os números que restam numa determinada linha, coluna ou quadrado 3×3, tendo em mente as regras de eliminação mostradas anteriormente.

Preenchido todo o trecho de 9 quadradinhos de interesse, você procura por quadradinhos que possuam um mesmo número de possíveis dígitos (i.e., três números são possíveis em três quadradinhos, dois número são possíveis em dois quadradinhos, etc). Se existir algum conjunto assim, você mantém a anotação nestes quadradinhos e ignora os dígitos delimitados, e tenta preencher os demais.

Por fim, para os demais quadradinhos (ou caso não haja esse tipo de delimitação), você mantém apenas as anotações de quadradinhos com dois números possíveis. Isso agiliza muito na hora de preencher conforme os números vão saindo, e pode dar uma noção bem mais clara e visível da localização dos mesmos.

Sudoku - truque do número duplo

Estes pequenos truques (ou qualquer outro que lhe apareça, use-o sem medo se ele se mostrar efetivo) podem facilitar o preenchimento de um Sudoku, mas não garantem (ao menos não para mim) respostas rápidas. O Sudoku considera uma disposição espacial de números com regras específicas para seu preenchimento correto, e, partindo de uma solução única, fica difícil “arriscar” o preenchimento, pois o erro pode se tornar evidente após várias jogadas, e isso costuma fazer você recomeçar o jogo.

Apesar de envolver bastante lógica, é um jogo, e para ele, a prática também costuma levar à perfeição. Não se assuste se alguém disser que achou “o Sudoku mais difícil do mundo”, pois a pessoa pode ter usado um raciocínio que falha no mesmo. Se o Sudoku tiver apenas uma solução, não há mais segredo.

Como se inscrever no Laboratório Estudar

Posted in Sem categoria on junho 21st, 2013 by Cassio dos Santos Sousa – 8 Comments

Como anunciado na página da Fundação Estudar (FE), as inscrições para o Laboratório Estudar 2013 estão abertas! YAY!

Mas por que o post? Simples: tive um conjunto interessante de aprendizados sobre este Processo Seletivo (PS), e já ouvi sugestões de várias pessoas sobre mostrar meus vídeos de apresentação e dar dicas de como aplicar. Nisso, veio a mim a ideia de ir um pouco mais além.

Dado que eu posso fazer uma coisa assim, por que não fazer isso diretamente no meu blog? Daria para escrever tudo, colocar os vídeos de apresentação e atingir muito mais pessoas, animando-as E mostrando o que fazer ou não fazer. Então decidi arrumar meu tempo e aprontar tudo para conseguir fazer este post junto com o PS de 2013. Este post será longo e possivelmente atualizado no futuro, então vamos lá!

Primeiramente, o que é o Laboratório Estudar?

Não pretendo repetir as palavras do pessoal da Fundação Estudar, que resumem bem o conjunto desta experiência. Se pudesse resumir, o Laboratório Estudar é um lugar em que gente boa se junta para crescer junto e transformar a sociedade, tirando suas ideias e inquietudes do papel, tendo por trás a experiência e o treinamento de gente incrível da Fundação Estudar.

Limitações? É feito para graduandos e recém-formados (por enquanto), só isso. Pré-requisitos? Ser inquieto, ter projetos em andamento ou em mente, e querer transformar, mudar paradigmas e fazer a diferença, onde quer que esteja. Qual o melhor jeito de fazer isso? Pelo PS. Para isso, é necessário responder um questionário-entrevista que pergunta exatamente sobre estes pontos. Conjuntamente, é necessário fazer um vídeo-depoimento de até 90 segundos no qual você deve se apresentar à equipe da FE e responder (em 2012, no caso) à seguinte pergunta:

“O que você já fez que impactou positivamente o ambiente em que você está inserido?”

Você estará se apresentando à equipe da FE para fazer parte de sua rede de transformadores, então eles buscarão as pessoas que melhor se encaixam na missão, visão e valores da Fundação tendo apenas o questionário-entrevista e o vídeo-depoimento como subsídios. Eles não querem ver o vídeo de melhor qualidade, mas sim aquele no qual a pessoa demonstra claramente por que ela precisa ser escolhida para o Laboratório.

O que você consegue com o Laboratório?

Você se juntará a um grupo de pessoas inquietas que também querem transformar e fazer a diferença. Você estará junto de membros da equipe da FE e de um grupo seleto de empreendedores, facilitadores e transformadores escolhidos especialmente para ensinar e mostrar o caminho das pedras especialmente para você. Você terá a oportunidade de mostrar medos, vontades, aflições e inquietudes e colocá-los à prova em projetos que você mesmo terá a oportunidade de tirar do papel, os chamados “saltos”. Por fim, você se juntará à chamada “Liga de Transformadores” da FE, na qual todos os participantes de Laboratórios do Brasil inteiro se unem para discutir problemas, apresentar oportunidades e transformar o país conjuntamente.

Para uma apresentação mais detalhada de o que é o Laboratório, vale este post que fiz aqui no blog, com as experiências do Laboratório em que participei.

Mas enfim, para que serve este post?

Ele servirá para mostrar como agir no PS, e deixarei claro o que eu fiz corretamente ou não nas duas vezes em que me inscrevi, para mostrar o que é útil ser feito e o que não é tão legal assim. Se isso ajudar mais pessoas a entrarem para a Liga, ficarei feliz em “apadrinhar” todas elas, e é isso mesmo que precisa acontecer. Há muita gente com potencial transformador no país, e se estas pessoas puderem trabalhar juntas, só pode sair coisa muito boa.

Agora sim, contarei a experiência que tive com as duas vezes em que fiz o PS para o Laboratório Estudar.

1ª Vez – Edição SP.1 2012

Este foi o primeiro dos Laboratórios organizados pela FE, e não dava para saber o que iria acontecer. Apenas sabia que, sendo organizado pelas mãos da FE, seria uma experiência sem igual. Tinha vivenciado muito do mundo empreendedor em 2012 e já tinha feito muita coisa legal por conta do site, então sabia que tinha chances claras de ser chamado.

Na minha enrolação de sempre, fiz tudo de última hora (para variar). Tenho uma webcam no meu computador, mas nunca precisei acessá-la. Agora que eu precisava, não sabia como, então procurei de uma forma muito louca Internet adentro. O vídeo aqui embaixo foi a regravação de outro, então a qualidade caiu exponencialmente. Mas não vem ao caso.

O que escrevi na minha inscrição: que fiz muitas coisas aqui no ITA (grupo de empreendedorismo, grupo de teatro), era bolsista ISMART, cuidava do Olimpíadas Científicas e era alguém legal para ser chamado. Fui super simples, dado também o tempo que usei para a inscrição e filmagem (<6 horas). Não façam isso.

Como decidi me apresentar: comentei sobre a minha participação na “Caça às Corujas”, um projeto organizado pelo ISMART no qual os bolsistas visitam escolas públicas em busca de novos bolsistas, novas “corujinhas”. Era uma oportunidade única de mostrar a importância disso para o ISMART (conseguir mais bolsistas e mudar a vida de mais alunos) e para mim (chance única de retribuir a oportunidade do ISMART em ser bolsista e chegar onde cheguei, mostrando-a a mais escolas e alunos talentosos).

Regravei o vídeo pelo menos umas 30 vezes até ele dar certo.

O que falei:

O que faltou falar: faltou deixar claro quão incrível era aquela oportunidade, por que estava fazendo aquilo. Do jeito que comentei, apenas tinha feito algo legal, mas faltou muita coisa que comentei no parágrafo anterior. Visitei quatro escolas, mas me inscrevi para visitar 12, sem saber onde estavam estas escolas em São José dos Campos, de tão empolgado que estava.

O resultado sai em poucos dias. O prazo final costuma ser sempre num domingo, podendo ser estendido por mais um ou dois dias (nos quais a equipe da FE está ainda avaliando os vídeos – mesmo se perder o prazo, fique atento à esta possibilidade). Por volta da quarta ou quinta-feira, eles já enviam o resultado por email.

Resultado:

“Prezado (a),

Gostaríamos de agradecer seu interesse e disponibilidade em participar do processo seletivo para o Laboratório Estudar 2012. Informamos que você não foi aprovado para participar desta edição.

Infelizmente, não temos vagas para todos que desejam participar do programa, mas a Fundação Estudar está ampliando cada vez mais o número de oportunidades oferecidas para jovens brilhantes que têm vontade de transformar o Brasil.

Manteremos você em nosso banco de contatos para que você continue recebendo notícias sobre nossos programas.

Desejamos sucesso em sua trajetória.”

Este era o meu segundo “NÃO” trazido pela Fundação Estudar em 2012 (fui reprovado no Programa de Bolsas também). Claro que fiquei triste pra caramba, mas não podia ficar só triste, pois vários amigos do ISMART e do ITA tinham sido chamados. Minha chance era acreditar numa oportunidade semelhante no ano seguinte.

Mas aí…

” Devido ao sucesso em São Paulo, estamos lançando mais uma edição do Laboratório Estudar na cidade!

Abaixo, segue o e-mail marketing para divulgação (Facebook / Grupo de E-mails / Mailing). Caso tenha alguma dúvida específica, fique a vontade para me contatar!”

YAY! Ainda em 2012, aparecia uma segunda chance para mim. Tinha recebido um “NÃO” (um não, dois) da FE, mas não estava desanimado, pois sabia que eu tinha subaproveitado a oportunidade que chegou para mim. Essa era a minha chance de ouro.

2ª Vez – Edição SP.2 2012

O que fiz de diferente: conversei com a Camilla, uma amiga da minha sala que é bolsista da FE e super engajada em empreendedorismo social, e perguntei o que precisava fazer de diferente em relação à minha primeira tentativa.

Ela comentou que você não pode simplesmente apresentar um projeto e deixar para a FE descobrir quão bom e relevante ele é. Você tem de explicar por que você está fazendo o projeto, o que, em toda sua experiência de vida até agora, justifica você estar fazendo ou pensando neste projeto.

O que escrevi na minha inscrição: o meu conjunto de realizações não tinha mudado tanto em poucos meses de diferença entre as edições do Laboratório. Escrevi coisas semelhantes às da inscrição anterior, mas deixei claro a motivação de várias delas. Comentei sobre a motivação e o objetivo central do OC, que era compartilhar conhecimento. Comentei sobre estar participando tão ativamente do grupo de universitários do ISMART que fui escolhido pelo próprio grupo de universitários para a Comissão de Representantes.

Por fim, deixei claro que era minha segunda vez, mas que tentaria de novo e de novo enquanto não recebesse o “SIM”, pois, pela experiência dos meus amigos na edição anterior, sabia o que estava perdendo (essa foi a motivação do “Por que você deve entrar para o Laboratório Estudar?”). Apostei alto desta vez.

Como decidi me apresentar: falando com a Camilla alguns dias antes de me inscrever (também, com menos de 6 horas para o deadline – NÃO FAÇAM ISSO!), sabia exatamente o que falar: comentei sobre o Olimpíadas Científicas. Co-criei o site junto ao Ivan e ao Francesco em 2010, e ele tomou proporções tão grandes que, vira e mexe, ainda nos assustamos com o nível das coisas que o site nos traz. Tentei deixar no vídeo quão importante era fazer parte do site, criar e compor uma comunidade incrível de olímpicos e por que estava fazendo aquilo.

A gravação deste vídeo foi feita por meio de uma câmera digital que tinha, e o único jeito que tinha de gravar sozinho foi deixando a câmera inclinada (dá para ver minha bochecha e minha aflição claramente ao longo do vídeo). Demorei também umas 30 vezes até sair a mensagem correta no tempo certo (estourei o tempo umas 5 vezes – isso dá muita revolta, pois você vê que a mensagem sai).

O que falei:

O que faltou falar: desta vez, foi pouca coisa. Em termos mais chatos, faltou dar mais detalhes. No entanto, falar mais coisas estouraria o tempo, sem dúvida, então a mensagem que saiu foi boa para o tempo limite.

Resultado (um dia depois do meu aniversário):

“Parabéns!

Você foi aprovado (a) no processo seletivo do Laboratório Estudar 2012, edição extra em São Paulo!

Agora você precisa efetuar o pagamento da Taxa de Participação e confirmar sua presença até o dia xxx.

Para realizar o pagamento, acesse o link abaixo e siga as instruções: xxx

Pedimos que confirme o recebimento deste e-mail para que não haja dúvidas de que você foi informado sobre a sua aprovação.

Você receberá instruções sobre locais e horários após a confirmação de seu pagamento.

Qualquer dificuldade em relação ao pagamento, entre em contato com a Fundação Estudar pelo e-mail xxx.

Contamos com sua presença!”

YAY! Finalmente recebi meu “SIM” da Fundação Estudar, e faria o Laboratório em poucos dias. Um ótimo presente para a minha época de aniversário, sem dúvida. Ah, uma das primeiras coisas que fiz ao voltar para o CTA foi contar para a Camilla que fui aprovado, e agradecer toda a ajuda que ela me deu.

Mais algumas dicas?

  • Não deixe para a última hora. Por melhor que você seja, dar pouco tempo para gravar o vídeo e escrever tudo no formulário é trabalhoso, e a pressa pode fazer com que mostre muito pouco de você;
  • Saiba bem a mensagem que você quer passar. Você não precisa ter aberto uma startup ou mudado paradigmas para ser aprovado, mas é necessário mostrar que você quer fazer a diferença com as coisas que você faz ou pretende fazer. Seja conciso: as respostas possuem limites;
  • Lembre da mensagem central do vídeo. Para 2013, você tem apenas um minuto para responder à seguinte mensagem central:

“Conte-nos uma experiência na qual você foi referência para outras pessoas. De que forma você as influenciou?”

  • Saiba mostrar os valores da FE em sua inscrição. Não diga apenas “estou alinhado às crenças e valores” (isso é errado em qualquer lugar), mostre, nas coisas que fez/faz/fará, que você tem garra, aproveita bem as oportunidades, tem excelência no que se dispõe a fazer e retribui uma oportunidade muito boa que você teve;
  • Inscreva-se agora mesmo! A oportunidade é incrível, cresci muito com o Laboratório, conheci gente muito boa e ainda colho frutos muito bons dele. Não deixe de participar.

Um último pedido:

Se você, com a ajuda deste post, conseguir ser aprovado no Laboratório, deixe um comentário neste post ou mande uma mensagem para mim em algum outro lugar. Peço isso por dois motivos: (1) você estará mostrando que este post pode sim ajudar mais pessoas a entrarem no Laboratório Estudar, o que servirá para ajudar mais e mais pessoas no futuro a também participarem do Laboratório, e (2) você me fará a pessoa mais feliz do mundo.